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OKI DO YOGA MEDITAÇÃO SHIATSU CHI KUNG TAI CHI EMF
 
 

Cada um de nós, ao ser estimulado a evoluir, pensa em diferentes possibilidades e, assim, conforme sua visão/concepção da realidade, tende a buscar a realização do seu desejo. Entretanto, cabe lembrar que mesmo quando nos sentimos satisfeitos com nossas vidas, quando experimentamos a sensação de que tudo está aparentemente no seu lugar, é necessário manter o propósito imediato e inadiável de nossa existência: alcançar a nossa dimensão humana. Esse propósito não significa adiar o desejo de acesso às demais dimensões, sejam elas da mente ou de outras realidades.

Quando, ao nos relacionarmos, sentimos uma transparente confiança, um sinal de ressonância humana alcança nosso coração, e o seu pulsar se mantém tranquilo. Por outro lado, quando observarmos comportamentos que nos causam estranheza, que divergem dos padrões que concebemos como humanos, a reflexão se faz necessária para nos ajustarmos às tensões que emergem desse conflito. Em tais circunstâncias, muitas vezes repetimos: “preciso acreditar no ser humano”. Isso talvez porque ainda não saibamos reconhecer/compreender os atributos da nossa própria natureza.

Quando, ao nos relacionarmos, sentimos uma transparente confiança, um sinal de ressonância humana alcança nosso coração.
CENTRO DO APRENDIZADO HUMANO

Na prática do yoga, o centro do aprendizado da natureza humana corresponde quarto chakra- centro energético-, localizado no centro do tórax. Essa é uma preciosa referência contida na teoria dos sete principais chakras, descrita na literatura indu tradicional. As experiências místicas dessa cultura os relacionam por meio de representações simbólicas como: lótus, formas geométricas, divindades, cores e sons. Sendo que cada chakra possui seus vrttis – atributos ou propensões psíquicas.

Nesse contexto, considerando ainda a releitura de mestres contemporâneos do yoga, observamos que, ao seguirmos as propensões dos três primeiros chakras, que nos garantem a sobrevivência, a reprodução e o cuidado, pouco nos diferenciamos dos demais animais. É dever do ser humano, enquanto se ocupa da realização desses três primeiros chakras, que expresse concomitantemente os atributos do quarto chakra, isto é, os atributos do coração humano.

Explicando um pouco mais: no primeiro chakra, o da raiz / base, está uma força que utilizamos para garantir a sobrevivência física do nosso ser – são habilidades relativas à proteção à vida. Por exemplo, um bebê pode reagir com choro se não se sentir seguro pelo jeito que o envolvemos nos braços. Entre as tendências do segundo chakra observa-se a sedução. Por instinto ou por condicionamento sócio-cultural, a sedução é necessária à continuidade da espécie e, para tal, há uma vitalidade criativa e bela em todos os seres, na expectativa de gerar filhos. Já, no terceiro chakra, os seres se diferenciam pela dedicação e, ou cuidado. Entretanto, cuidar da saúde física e, ou da beleza do corpo, por incrível que pareça, pode não somar muito à dimensão humana. Pois, muitos desses cuidados também são observados nos animais. Portanto, até nesse nível, nós humanos pouco nos diferenciamos dos animais. Precisamos, por isso, desejar as experiências do quarto chakra.

Enquanto nos limitamos a reproduzir padrões culturais, convenções sociais, crenças, tradições ou ainda consumir tecnologias, modismos e tudo o mais, as experiências verdadeiramente humanas podem estar sendo adiadas. Nesse caso, bem caberia nos perguntarmos: como reconhecer os movimentos que nos conectam a nossa essência humana?

A VONTADE PRÓPRIA
Entre as experiências associadas ao despertar desse chakra está a vontade própria, os desejos noss são concedidos – bons e maus. De fato, se meditarmos nesse centro, cintilações originais da vontade humana tendem a predominar.

Entre as experiências associadas ao despertar desse chakra cardíaco está a vontade própria, os desejos nos são concedidos – bons e maus. Quando uma criança expressa essa “vontade própria”, sabe-se que ela está redescobrindo o valor do eu. De fato, se meditarmos nesse centro, cintilações originais da vontade humana tendem a predominar. Contudo, o praticante do yoga é advertido a despertar desse chakra cardíaco está a vontade própria, os desejos nos são corrigir pensamentos e conceitos, meditando, inicialmente, no sexto chakra – o da mente.

AS DIMENSÕES DO CORAÇÃO E A FLOR-DE-LÓTUS

Ao pensar, ainda, no bioeletromagnetismo próprio do coração, temos a experiência mística da vibrante flor-de-lótus. Cada uma das doze pétalas é uma vibração - uma dimensão. Enquanto nos capacitamos em armar cada dimensão, estamos completando a estrutura multidimensional do nosso ser, para melhor nos inserir na invisível teia do cosmo. Ou seja, cada virtude vivenciada, no cotidiano do coração humano, fortalece essa inserção, condição para sentir paz.

APREENDER SERMOS HUMANOS

Uma condição indispensável para apreender o ser humano é “escutar” o humano do outro. Pode ser, por exemplo, através de um simples movimento, transparente e único, cuja ressonância toca o sagrado e misterioso da natureza humana em nós. Apreende-se, assim, passo a passo, estando junto. Porém “junto”, aqui, não significa em “grupo” e sim poder sentir-se positivamente influenciado por alguém, pelo seu modo correto e profundo como vive a própria vida. À medida que apreendemos, adquirimos autenticidade, isto é, harmonizamos a centralidade do nosso coração humano – uma condição alegre, incondicional e atenta. Mesmo que experiências perturbadoras sejam inevitáveis. Os yamas e niyamas, os primeiros passos no caminho do yoga, mesmo que interpretados como princípios éticos, levam-nos a uma profunda consciência sobre a natureza humana e são os fundamentos para tocar o mais alto propósito do yoga, que é alcançar o samadhi – concepção da totalidade.

Ao observar os estágios do yoga, ocorreu-me ainda considerar que a filosofia prática Oki Do Yoga tem por finalidade explicar a verdadeira natureza humana: “a primeira coisa a fazer para viver a vida humana de amor é criar um ambiente Natural para todos os seres, onde os seres humanos possam expressar sua colaboração, no aqui e agora, e prosperar”. Essa é uma condição para um ambiente de paz!

A centralidade do coração humano já foi chamada, por Jesus, de amor e, por Buddha, de compaixão. Sabemos que sempre houve muitos e bons ensinamentos para sermos humanos, mesmo assim, parece que, alcançar o que já somos, é o segredo que cada coração deseja profundamente libertar.

Então, que possamos honrar o acesso às nossas originais possibilidades e contribuir para que todo coração humano experimente a liberdade do ambiente Natural.

Muito obrigada!
Odila Zanella é professora de Oki do Yoga em Porto Alegre RS
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