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OKI DO YOGA MEDITAÇÃO SHIATSU CHI KUNG TAI CHI EMF
Artigo publicado no Jornal Bem Estar nº129 maio/2014 - Porto Alegre
ODILA ZANELLA
  MEDITAR é próprio da natureza humana e, quanto mais necessitemos de seus benefícios, mais devemos nos apressar em nos iniciarmos nessa prática que, em sua essência, é muito simples. Trata-se de usufruirmos do direito de participar da ressonância única que nos mantém num padrão de equilíbrio harmônico e dinãmico com o universo. Contudo, a simplicidade do estado de meditação em si passa eventualmente pela superação de algumas complexidades como a percepção de leis naturais e universais que devemos seguir. Assim, no contexto do yoga, mesmo que toda prática vise ao estado de meditação, treina-se também aspectos mais imediatos como postura e respiração corretas, concentração, autoconfiança, centralidade e autoancoramento para que possamos sentir, passo a passo, o que essencialmente nos guia.
 
  Para que a meditação torna-se um momento
de simplicidade, é necessário o cultivo de
certas gentilezas para com nosso próprio ser.
 
DHYÁNA é uma palavra sânscrita que significa meditação. O continuo e perfeito estado de meditação nos conduz ao Samádhi - a consciência ilumina-se em si própria. Quando desejamos prolongada ou intensa presença em relação a algo que estamos fazendo ou a alguém, a concentração nos garante uma boa parcela de sucesso. Então, se entendermos concentração como aqueles momentos plenos, a meditação é justamente o que nos esvazia; porém, sempre precisamos inicialmente forjar concentração em sua prática, mesmo que, em si, ela não exija esforço.
Todos nós, de certa forma, tendemos a capacitar-nos para a reflexão. Uma tênue lembrança (da mente primordial) semeou em nós uma curiosidade que desde criança, em muitos momentos, nos fez contemplativos e mais atentos a respeito da extensão infinita do céu, do significado dos fenômenos da natureza e de nós mesmos. Se a prática da contemplação estivesse presente nas instâncias educacionais, nossa capacidade de concentração ganharia mais estabilidade, ancorando instantes de meditação essenciais para o reequilíbrio da vida humana.
Para que a meditação torne-se um momento de simplicidade, é necessário o cultivo de certas gentilezas para com nosso próprio ser, ou seja, purificarmo-nos, perdoarmos a nós mesmos, buscarmos transparência e, essencialmente, tecermos nossas verdades por meio do conhecimento colocado em ação. Quando criamos momentos para meditar, ganhamos muitos outros, pois a clareza/percepção intensifica o modo como nos relacionamos com nós mesmos e com nossos semelhantes. Certa disciplina é no entanto indispensável, como em tudo, para que os benefícios ocorram e tornem-se fonte de encorajamento; alguns são mais imediatos ao mesmo tempo em que outros são tão sutis quanto particulares. A ciência reconhece muitos
   
 
benefícios da meditação, mesmos que ainda não possa comprovar como age em alguns casos. A prática da meditação potencializa a autocura por dinamizar a calibração da estrutura bioeletromagnética do nosso ser.
O silêncio
  Praticado em qualquer ambiente, o silêncio contribui para amplificar nossas percepções internas. Por outro lado, na meditação, a medida em que os "ruídos" internos se modulam com um padrão de equilíbrio harmônico, a linguagem do nosso ser torna-se mais silenciosa. Podemos assim contribuir para uma atmosfera de elegante quietude que começa em cada um. É preciso lembrar que o silêncio constitui-se também em uma habilidade que precisamos valorizar. Não se trata de timidez e sim do poder de administrar a própria energia pessoal. Para alcançar o silêncio, ao meditar, é preciso "pular" para o centro da propagação das ondas, na sua origem.
Para meditar, é necessária uma mudança de foco, pois esse não é o momento de refletir sobre o que nos inquieta. Para nos esvaziarmos da sobrecarga emocional e mental assim como do excesso de informações acumuladas numa tarefa, precisamos por alguns minutos admitir o desapego de nossas preocupações e responsabilidades, sem julgamento, para que no final da prática nossa sabedoria interior priorize o que faz sentido para nossas vidas. Se ainda assim algo nos inquietar, convém que nos centremos na dimensão do coração, valorizando esse sentimento.
 

 

 
Para meditar, é necessária
uma mudança de foco,
pois esse não é o momento
de refletir sobre
o que nos inquieta.
 
Reassumir a dimensão humana


 

A MEDITAÇÃO É A LIBERDADE que sonhamos, encorajados por nossa sabedoria interior, para experimentar a realidade, deixando-a manifestar-se, revelar-se em nós mesmos. Depois de meditar, as responsabilidades reavivam-se, então, lembre-se de voltar-se para seu coração. Silenciar alguns instantes finais na dimensão do coração, para reassumir a linguagem de sua missão como ser humano neste planeta. O despertar dessa consciência significa iluminar-se.
A experiência de acesso a informações diferenciadas usa a capacidade de autocomunicação, trata-se portanto de uma relação interna e não com algo ou alguém lá fora. Essa atenta percepção interna modula cada estrutura do nosso ser para fluir numa frequência diferenciada. Há porém um passo a passo; se observarmos a própria respiração, já será um passo para acalmar a mente, pois representa um aprofundamento da autoescuta. O “respire!” em si não é bem o que acalma mente e sim o que forja sua contraparte: a autocomunicação
Ao meditar, que possamos criar um sentimento de conexão com a Consciência Suprema ou com aquilo que cada um direcione sua fé. Ao meditar, que possamos sentir a compaixão como uma experiência essencial para iluminar nossa consciência e sentir-se mais feliz.
 
Namaskar a Todos!
Odila Zanella é professora de Oki do Yoga em Porto Alegre RS
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